sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mar, céu

O Mar, o Céu.
Mar, Céu;
És retórico no modo de proferir sentimentos,
rumores, tambores.
Não bastasse a beleza, traz a delicadeza,
a proeza, a tez da tristeza.
Esnoba a ironia das semelhanças,
dança,
morre
e nasce como um verso.

És Mar, céu.
És a matriz de um latente amor,
que repousa sob o murmúrio.
Sob o Mar, sob o Céu.
Amor que oscila.
Ora cor, ora dor.

Sem Mar, Céu, me torno lúrida.
Me torno o anoitecer da enseada.
Sem lirismo e sem sabor.
Mas a aurora à beira-mar me projeta na bailarina,
na comunista, na atriz, na pianista,
na amante oculta.

Sonho com o Mar, com o Céu,
com o aroma, com a textura,
com noites de sussurros e largas manhãs.
Não me canso.
Apenas sonho e amo.
Atraente sina:
Amo Mar
e sonho Céu.

Um comentário:

Caçador de mim disse...

Anna,
És retórica no modo de proferir os seus sentimentos.Por isso você é o meu mar e o meu céu.Gostaria muito poder escrever sobre o ponto-de-vista de uma estética que infelizmente não domino mas de uma coisa eu tenho certeza:você tem uma verve poética brilhante porque consegue nos levar ao reino mágico das palavras.Parabéns.